quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Carta Aberta dos Aeronautas às Autoridades Brasileiras

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac/CUT) são totalmente contrários à aprovação do Projeto de Lei 6.716/2009, que propões mudanças no artigo 158 do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), ampliando da participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas e permitindo a contratação de tripulantes estrangeiros por até cinco anos. Por isso estão divulgando um manifesto que será entregue no Congresso Nacional e que deverá ser assinado pelo maior número possível de aeronautas. A proposta foi aprovada em junho em uma comissão especial da Câmara dos Deputados e aguarda votação em Plenário. Depois, deve ir para o Senado. Clique aqui e assine este manifesto. Até o momento desta postagem 1126 assinaturas realizadas.

CARTA ABERTA DOS AERONAUTAS ÀS AUTORIDADES BRASILEIRAS


A Aviação Civil é um setor estratégico e sua força e capacidade de atendimento à população importam muito à autonomia e a soberania do nosso país.

O mercado de Aviação Civil emprega milhares de pessoas no Brasil e é muito influenciado pela legislação aeronáutica e pelas políticas do governo para o setor. Os trabalhadores da aviação dependem dessa consciência das autoridades para exercerem suas profissões com perspectivas de futuro.

É por isso que o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac/CUT) vêm a público manifestar sua contrariedade à aprovação do Projeto de Lei 6.716/2009, que propõe mudanças no artigo 158 do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), a fim de ampliar a participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas e permitir a contratação de tripulantes estrangeiros por até cinco anos.

Hoje, a lei permite contratá-los por, no máximo, seis meses. O PL foi aprovado em junho em uma comissão especial da Câmara dos Deputados e aguarda votação em Plenário. Esse projeto, se aprovado, irá prejudicar os trabalhadores, precarizando as condições de trabalho e os salários no setor, apenas para atender os interesses de empresas que não querem investir na formação de novos profissionais para renovar e ampliar seus quadros.

Ele também representa uma contradição, pois vivemos um momento de auge do Setor Aéreo, com crescimento a passos largos, bem maior que o da economia nacional. Um momento extremamente propício para investimentos em qualificação profissional para os brasileiros e brasileiras interessados em atuar na aviação.

Atento à expansão do setor por conta da exploração do Pré-Sal, o Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo (SNETA) vem defendendo a aprovação do PL no Congresso. Esse sindicato não esconde seu interesse em contratar pilotos estrangeiros, pagando melhores salários, se necessário, mas mantendo os atuais salários dos pilotos brasileiros. Essa intenção de praticar salários diferenciados para brasileiros e estrangeiros, de forma clara e direta, é um total desrespeito aos nossos trabalhadores e uma prática perversa cujos únicos objetivos são o achatamento dos salários no país e o não investimento na formação de novos profissionais.

Os aeroviários também têm perdido postos de trabalho no Brasil para estrangeiros, que estão atuando em plataformas de petróleo e no setor de manutenção de aeronaves. Na maioria dos casos, os sindicatos constatam que o objetivo das empresas com estas contratações tem sido evitar os custos de treinamento e achatar salários.

Entendemos que essa precarização das relações de trabalho através de uma concorrência desenfreada não traz benefícios para o setor e, ao almejar o lucro a qualquer custo, não é sustentável.

Antes de mudar a legislação para permitir maior tempo de contratação de pilotos de outras nações, deveríamos pensar em como fortalecer nosso mercado para não perder nossos profissionais para os países mais ricos. Hoje, mais de 500 pilotos brasileiros atuam em outras nações, devido a falta de oportunidades e a precarização do trabalho no Brasil. Todavia, mais de 500 novos pilotos brasileiros concluíram sua formação no primeiro semestre de 2010 e estão à disposição do mercado para atender a demanda do setor.

Por essas razões, o SNA e a Fentac/CUT pedem a atenção dos deputados e senadores brasileiros para que não aprovem o PL 6.716/2009 no Congresso.

As empresas do Setor Aéreo vêm, há muitos anos, pagando baixos salários e aproveitando ao máximo pilotos da Força Aérea, Exército e Marinha na reserva ou aposentados. Assim, elas têm remunerado a categoria de forma cada vez mais precária e agora querem abster-se da responsabilidade de promover a formação de mão-de-obra nacional. Além de investir pouco na formação de profissionais, as empresas têm pressionado os sindicatos de trabalhadores pela ampliação da jornada e vêm obrigando aeronautas e aeroviários a trabalharem além do limite de suas capacidades, colocando em risco as vidas dos passageiros, tripulantes e da população em terra.

Diante do crescimento do setor aéreo, sabemos que é necessário ampliar a formação de pilotos e outros profissionais, como mecânicos e engenheiros especializados em aviação civil. E para isso, defendemos políticas governamentais visando a criação de cursos gratuitos nas universidades públicas para a formação de profissionais para o setor aeroviário.

O SNA e a Fentac/CUT não abrem mão de defender os direitos dos trabalhadores.

Chega de entreguismo. Precisamos investir em nosso país, na aviação nacional, nos brasileiros(as). O Brasil precisa cumprir sua Política Nacional de Aviação Civil (PNAC) para dar conta do crescimento do setor de forma sustentável e qualificada. E assumir um compromisso com o seu povo pelo desenvolvimento.

Conclamamos os trabalhadores e as trabalhadoras da Aviação Civil a unirem-se nesta luta contra o descumprimento da Regulamentação Profissional dos Aeronautas e das Convenções Coletivas de Trabalho de aeronautas e aeroviários, por condições mais humanas e melhores salários.

Pedimos aos parlamentares e ao governo atenção e apoio a esta causa.

Sindicato Nacional dos Aeronautas

Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT

Acidente da Gol: Justiça Militar condena 1 e absolve

A Justiça Militar condenou um e absolveu quatro controladores de tráfego aéreo acusados de contribuir com o acidente do Boeing 737 da Gol, que se chocou em 29 de setembro de 2006 com um jato Legacy fabricado pela Embraer, no espaço aéreo da Amazônia. A decisão foi tomada nesta terça-feira.

Apenas o militar Jomarcelo Fernandes dos Santos foi condenado a 1 ano e 2 meses de detenção pelo crime de homicídio culposo. Segundo o advogado Roberto Sobral, o acusado irá recorrer da decisão, em liberdade. Já o militar inativo João Batista da Silva e os militares da FAB Felipe Santos dos Reis, Lucivando Tibúrcio de Alencar e Leandro José Santos de Barros foram inocentados dos crimes de descumprimento de providências previstas em normas para segurança de voo.

Segundo Sobral, Jomarcelo não sabe inglês, e foi induzido a ocupar um cargo que exige um nível de proficiência elevado da língua. Essa será uma das linhas de defesa dele. A juíza Juíza Vera Lúcia da Silva Conceição foi a única em seu voto a absolver os cinco acusados, sob a argumentação de que para que haja condenação, deve haver a certeza de culpabilidade, o que "não ficou claro no processo". A promotora do caso, Ione de Souza Cruz, responsável por apresentar a denúncia ao Conselho Permanente de Justiça, disse não identificar crime na conduta dos acusados. "Não há como atribuir a esses homens a responsabilidade penal do que aconteceu", afirmou.

Acidente: O Boeing da Gol fazia o voo 1907 ia de Manaus (AM) para o Rio, com previsão de fazer uma escala em Brasília (DF). Ao sobrevoar a região norte do país, ele bateu no Legacy da empresa de táxi aéreo americana ExcelAire. Os destroços do Boeing caíram em uma mata fechada, a 200 km do município de Peixoto de Azevedo (MT). Mesmo avariado, o Legacy, que transportava sete pessoas, conseguiu pousar em segurança em uma base na serra do Cachimbo.

Fonte: Gazeto Digital

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Aviação Agrícola vislumbra novos horizontes

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Júlio Kämpf, o crescimento do segmento nos últimos anos foi de 5% e está relacionado às oscilações do aumento da agricultura. “As expectativas são boas. Estamos iniciando nossos serviços em outras culturas, como citros, café e reflorestamento. O uso do avião no combate a incêndios também cresceu nos últimos anos e o Sindag trabalha para que a aviação agrícola também seja empregada no combate a vetores de doenças, como exemplo o mosquito da dengue”.

Contudo, a aviação também enfrenta alguns gargalos, entre os quais podemos destacar a dificuldade no recrutamento de pilotos, tanto agrícolas como comerciais e executivos. Segundo Kämpf, no caso da aviação agrícola, a crise está ligada a vários fatores. Com o fechamento de vários aeroclubes no Brasil, a formação de novos pilotos ficou prejudicada em função dos altos custos dos cursos específicos. Outra causa é a migração de profissionais para a aviação regular. “Este cenário de demanda criou uma escassez de piloto agrícola experiente no mercado”, afirma.

Para o pesquisador do Núcleo de Aviação e Tecnologia Agrícola do Paraná e piloto, Jeferson Luis Rezende, de maneira geral, a atividade está muito bem em termos de tecnologia aplicada e de qualidade nas operações. Já o setor aeroagrícola sofre com a falta de pesquisas de campo relacionadas com os gargalos do agronegócio, e que disseminem informações tecnológicas para os operadores e para os usuários dos serviços. “Há muita desinformação técnica junto aos agrônomos, que são os principais indicadores e preconizadores dos serviços aéreos, e também junto aos pilotos, que não contam com nenhum centro de reciclagem periódica no Brasil”, destaca.

A formação de pilotos agrícolas no Brasil está a cargo da iniciativa privada, através de cursos devidamente autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Ministério da Agricultura (MAPA). O país conta com cerca de 1.400 pilotos agrícolas em atividade. Em média, 70 profissionais são formados anualmente em quatro escolas: Aeroagrícola Santos Dumont em Cachoeira do Sul/RS, Aeroclube de Carazinho/RS, EJ Escola de Aviação Civil em Itápolis/SP e Aeroclube de Ponta Grossa/PR.

No entanto, os gargalos existentes não superam a contribuição que o setor oferece, tanto para a área agrícola como no auxílio ao combate de incêndios. Em seus 63 anos de atividade em solo brasileiro, o setor evoluiu em tecnologia de aplicações, segurança e proteção de pilotos. Para o presidente do Sindag, Júlio Kämpf, as novas tecnologias de aplicação vêm trazendo um crescimento no uso do avião em relação aos equipamentos terrestres. “Precisamos agilizar as pesquisas que estão sendo desenvolvidas com a EMBRAPA. Seria necessária também uma legislação mais específica para a aviação agrícola, com pessoal capacitado atuando na fiscalização”, observa. O Sindag trabalha por uma maior conscientização das empresas e pilotos nas questões de segurança operacional.

A necessidade de investimento na área da pesquisa também é apontada por Rezende. “No quesito tecnologia de aplicação, o setor evoluiu, mas temos muito que evoluir ainda”, diz. Ele destaca a necessidade de mais trabalhos e experimentos técnicos realizados por instituições de pesquisas reconhecidas, como a Embrapa, Fundação ABC, FAPA e Universidades. Quanto à segurança e proteção aos pilotos, Rezende diz que o setor tem mantido certa regularidade e controle sobre o número de acidentes. “Isso tudo por conta dos próprios operadores, já que a ANAC pouco vê, ou sabe, de fato a respeito da realidade da aviação agrícola brasileira. Eu sempre brinco a respeito deste assunto, dizendo que somente as empresas que possuem bases próximas das cidades é que são acompanhadas e fiscalizadas pelas autoridades. Aquelas que estão mais no interior operam como acham que devem”, ressalta.

De acordo com Rezende, para melhorar a atividade, e consequentemente fomentar o seu progresso de maneira sustentada e organizada, é imprescindível criar alguns centros de ensino e pesquisas aeroagrícolas, vinculados às faculdades de agronomia, que teriam a missão de formar e reciclar periodicamente pilotos e pessoal de apoio (técnicos e agrônomos) e ainda, desenvolver novas tecnologias.

Fonte: Agrolink
Foto: Brent Beck, Andrei Bezmylov
Por: Janice Gutjahr

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A380: erro ou certeza?

Parece que o A380 pode ser um fracasso. Afinal de contas, poucos aeroportos dos EUA pode operá-lo, por sua complexidade, adequação nos fingers e necessita de treinamento especial para pilotos. Seria demasiado cedo para dizer que é uma falha. Exemplo o 747 que começou devagar e tinha muitos problemas, mas se olharmos para ele agora. Ele está em produção por cerca de 40 anos.

Alguns aeroportos nos EUA que vão concluir em breve a construção para a adequação do A380 são EWR (Newark), LAX (Los Angeles), MIA (Miami), IAH (Houston) e DFW (Dallas). Já o aeroporto de ATL (Atlanta) afirmou que não irá fazer qualquer construção específica. para o A380 No entanto, eles ainda serão capazes de acomodar a aeronave, embora não seria tão eficiente. Os aeroportos nos EUA, utilizam atualmente apenas uma ponte de embarque para o 747-400, então em termos poderia o A380 operar com apenas uma ponte de embarque? Poderia até ser feito, porém não se pode esquecer da eficiência.


Não é apenas nos EUA que essas adequações estão sendo feitas. O Aeroporto Internacional de Guarulhos além dessa adequação nos fingers, as pistas serão alargadas para 75m. A principal razão para o alargamento das pistas é para que os propulsores do A380 não fiquem fora da pista. E, no previsto Terminal 3, já contarão com pontes de embarque com duplo check, que são exclusivas pro A380. Para que os passageiros entrem no avião já nos diferentes andares, aumentando a velocidade de embarque.

Segundo a Infraero, o aeroporto do Galeão e Guarulhos, estariam teoricamente credenciados para receber o A380. As pistas não apresentariam problemas para o pouso do gigante, de acordo com o consultor da Airbus.

Fonte: UOL, Meio Aéreo
Foto: Alastair T. Gardiner

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Embraer entrega jato executivo Lineage 1000 a grupo árabe

A Embraer entregou no início deste mês um jato executivo Lineage 1000 ao Grupo Al Habtoor, de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU). A aeronave é gerenciada e operada pela Royal Jet, com sede em Abu Dhabi, também nos EAU. O negócio foi anunciado em julho de 2008. "Estamos honrados com a confiança que o Grupo Al Habtoor depositou em nosso jato da categoria ultra-large", disse Luís Carlos Affonso, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Executiva. "Com suas características únicas, amplo espaço interno e luxuosa cabine, o moderno Lineage 1000 tem tido uma crescente aceitação no mercado de aviação executiva, particularmente na região do Oriente Médio", conta.

O Lineage 1000 é o maior e mais exclusivo jato executivo da Embraer e transporta até 19 passageiros em cinco zonas de cabine privativas. "Este é um momento de muita empolgação para o Grupo Al Habtoor e estamos orgulhosos de voar este avião", disse o Sr. Maan Halabi, Diretor-Executivo do Grupo Al Habtoor. "Escolhemos o Lineage 1000 porque ele oferece novos padrões de conforto e excelência em uma cabine sem igual".

O Lineage 1000 é o maior jato executivo da Embraer e seu design prioriza conforto e luxo. Configurado para acomodar até 19 passageiros em uma cabine com volume total de 115,7 metros cúbicos (4.085 pés cúbicos), o interior da aeronave oferece cinco áreas privativas distintas, até três lavatórios e um banheiro com chuveiro. Com alcance de 8.149 km (4.400 milhas náuticas) com oito passageiros ou 8.334 km (4.500 milhas náuticas) com quatro passageiros, ambos incluindo reservas de combustível. O jato é capaz de voar sem escalas de São Paulo para Miami ou Nova York, nos EUA, ou para Lisboa (Portugal). O interior foi desenvolvido em parceria com a Priestman Goode, do Reino Unido e utiliza os materiais mais refinados da categoria. Equipamentos de bordo incluem opcionais como a tecnologia Wi-Fi, acesso à Internet e Electronic Flight Bag (EFB). Um amplo bagageiro traseiro, pressurizado e convenientemente acessível em vôo, tem capacidade total de 9.140 litros (9,14 metros cúbicos ou 323 pés cúbicos) e é o maior entre todos os concorrentes. O sistema aviônico integrado Primus Epic®, fabricado pela Honeywell, possui cinco telas de controle multifuncionais em cristal líquido (Liquid Crystal Display – LCD), dispositivo de controle de cursor (Cursor Control Device – CCD), ajuste de potência automático (autothrottle), radar meteorológico com detector de turbulência e outras tecnologias de última geração.

O Lineage 1000 é equipado com o moderno sistema eletrônico de comandos de vôo fly-by-wire. Equipado com dois motores CF34-10E7-B fabricados pela General Electric (GE), com 18.500 libras de empuxo cada, a aeronave possui a velocidade operacional máxima de Mach 0,82. Criada a partir da forte demanda da aviação comercial, a plataforma do Lineage 1000 é baseada na do EMBRAER 190. A confiabilidade da aeronave é corroborada por mais de 2,4 milhões de horas de vôo. O Lineage 1000 tem preço de US$ 42,95 milhões, com base nas condições econômicas de janeiro de 2006, na configuração básica, para certificação do FAA.



Fonte: Mercado & Eventos, SkyScraperLife
Foto: Robin Brulhart, Jerome Zbinden, Guillaume Besnard
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Embraer EMB-200 Ipanema, 40 anos de sucesso

Fabricado pela Embraer em Botucatu, onde funcionava a antiga Sociedade Neiva. O projeto do avião começou no final da década de 1960, sob demanda do Ministério da Agricultura, que solicitou ao Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IPD) a concepção de uma aeronave agrícola para substituir os modelos importados. O protótico do EMB-200 (PT-ZIP) voou em julho de 1970 e foi homologado no ano seguinte. Uma encomenda inicial levou a Embraer a lançar sua produção seriada em 1971, sendo fabricados 49 exemplares. Foi substituído na linha de montagem pelo modelo EMB-200A, com diversas melhorias, do qual foram feitas 23 unidades. O EMB-201 surgiu em 1973, ainda melhor e mais posante. Foram construídos 202 exemplares, no qual muitos deles ainda em uso. Os pedidos e sugestões dos operadores levaram a Embraer a desenvolver o EMB-201A, cuja produção em série foi transferida pela Embraer para a linha de montagem da Neiva, em Botucatu.

Tanto sucesso teve, que dele foram produzidos mais de 400 exemplares, até o lançamento do EMB-202, carinhosamente apelidado pelos brasileiros de "Ipanemão", por ser mais potente, levar carga química superior das versões anteriores e incorporar vários aperfeiçoamentos. Os especialistas afirmam que o EMB-202 foi o primeiro pulverizador nacional de nível realmente internacional. E o primeiro a transportar uma tonelada de produto químico. Para a Embraer, foi também a base para o desenvolvimento de sua mais moderno versão equipada com motor à base de álcool originário da cana-de-açúcar, tornando sua operação muito mais ecônomica, e que menos agredi o meio ambiente. Hoje é o único avião do mundo a sair de fábrica cpm motor que funciona a etanol. A partir de então, a Embraer começou a oferecer também kits de conversão para etanol aos proprietários de aviões movidos a gasolina de aviação (AvGas). Atualmente, cerca de 25% da frota brasileira utiliza etanol. No dia 8 de abril de 2010, a empresa celebrou a importante marca de 1.100 aeronaves do referido modelo produzidas.

O sucesso da Embraer EMB-202 Ipanema motivou uma série de mudanças na aeroplicação de pulverizantes no Brasil. Por um lado, pressionado pelo setor agropecuário, o governo criou mecanismo para o financiamento de sua compra e, por outro, alimentou o mercado nacional com uma aeronave robusta, versátil e econômica. Porém o Ipanema não satisfaz todas as exigências do mercado nacional, sabidamente ainda carente de aeronaves deste tipo. Ele faz parte de um mercado já grande, mas que tem todas as condições para aumentar ainda mais. Lembrando que no Brasil os índices de produtividade não chegam nem à metade dos obtidos nos Estados Unidos. Atualmente no Brasil em operação são:
  • 545 exemplares do EMB-201
  • 454 exemplartes do EMB-202
  • 44 exemplares do EMB-200
  • 19 exemplares do EMB-200A
Para informações sobre venda de aeronaves usadas ou componentes, acesse o blog R.C. Brandão Assessoria Aeronáutica, Aero Mercado,

Fotos: Embraer, BravoAlpha
Fonte: Cavok, Avião Revue, Portal CR
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ATR-42 cai com 47 pessoas a bordo na Venezuela

Um ATR-42 com 47 pessoas a bordo sofreu um acidente a poucos quilômetros de Puerto Ordaz e Ciudad Guayana, no sudeste da Venezuela, a 730 km de Caracas. Segundo o ministro de Transporte e Comunicações, Francisco Garcés, a aeronave pertence à empresa estatal Conviasa e caiu poucos quilômetros depois de decolar. Segundo informações do governo, há ao menos 23 sobreviventes.

De acordo com o governador do Estado Bolívar, Francisco Rangel, até agora 23 pessoas foram deslocadas para hospitais da região. A aeronave fazia um voo doméstico do aeroporto de Puerto Ordaz para a ilha turística de Margarita, no Caribe, quando teve de realizar um pouso de emergência em um descampado localizado nas imediações de uma companhia siderúrgica.

"Aconteceu cerca de 10 minutos depois que o avião decolou. O aparelho apresentou um problema que provocou a queda", acrescentou Garcés. Bombeiros de Puerto Ordaz, ambulâncias e organismos de segurança estão participando da operação de resgate. Foi estabelecido um perímetro de 1 km ao redor do local do acidente para que a perícia verifique se peças se desprenderam da aeronave.

Das 47 pessoas a bordo, 43 eram passageiros e quatro eram tripulantes. Ao que parece não houve estragos nem vítimas em terra. Criada em 2004, a Conviasa – Consorcio Venezolano de Industrias Aeronáuticas y Servicios Aéreos – tem sede em Caracas,Venezuela, e foi fundada com vista em ser a principal companhia aérea no país.

Fonte: Portal Terra
Foto: Ivan P. Nesbit