sábado, 19 de março de 2011

Acrobata AG 500, novo conceito de Goiás

Acrobata é o nome do protótipo de um avião singular com diferenciais competitivos que agregam a aviação agrícola brasileira. Um avião moderno, com trem de pouso do tipo convencional. Monoplano de asa baixa, único da categoria com asa totalmente afilada, característica que potencializa sua agilidade e desempenho. O avião Acrobata AG 500, é produzido em Anápolis em Goiás na fábrica da Inglaer. No dia 25 de dezembro de 2006, realizou seu primeiro voo. A aerodinâmica do Acrobata como um dos diferenciais dos aviões agrícolas que estão hoje no mercado.

Acrobata é o único em sua categoria com asa totalmente afilada, este fator traz uma melhora de 20 por cento, tanto em seu desempenho aeronáutico, quanto na economia de combustível. Uma das característica da asa afilada é sua velocidade com baixa velocidade de stall. Com fuselagem construída em aço-inóx, destaca-se por não ser corrosiva. Alcança velocidade de aplicação de 125milhas/hora. É equipado com um motor de 260HP, possui uma hélice tripá. Velocidade de stall é de 54 kt, e o peso máximo de decolagem de 1467 Kg. O avião Acrobata, da empresa Inglafer, está em fase de testes e já voou 600 horas.

Não é a primeira vez que se tenta produzir aviões em Anápolis. Em 1996, a filial da indústria aeronáutica polonesa PZL Mielec chegou à cidade com disposição de produzir até 180 modelos por ano do avião Dromader M 18, nas versões Aircraft e Fire Fighting, destinados à pulverização de lavouras e combate a incêndios. Os aviões seriam vendidos nos mercados interno e externo. O custo do empreendimento foi estimado em US$ 120 milhões.

Um modelo do Dromader chegou a ser montado em galpões do Aeroporto JK, de Anápolis, enquanto a sede definitiva da empresa era construída no Daia, com as obras bancadas pela prefeitura anapolina. O Dromader montado no Aeroporto JK chegou a fazer um vôo até o Santa Genoveva, em Goiânia. No ano seguinte, com a passagem do comando da prefeitura, o projeto começou a fazer água, embora não se tratasse exatamente de um avião anfíbio. O prefeito questionou a seriedade da inciativa e acabou anunciando depois a decisão da prefeitura de não assinar o contrato de instalação da montadora de aviões.

Posteriormente, contudo, chegou a ser assinado um acordo entre a prefeitura e PZL, com aditivos ao contrato. O presidente da empresa polonesa no Brasil, José Paes Lucena, anunciava na época, maio de 1997, que a aceitação dos aditivos era uma demonstração da seriedade do empreendimento e que os aviões começariam a ser montados em série antes do final daquele ano. Mas o acordo não vingou e PZL transferiu o projeto para Uberlândia, Minas.

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Fonte: Goiás é Demais, Inglaer, Marconi Perillo

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