

Empresas como Líder e BHS, as duas maiores operadoras de voos offshore no Brasil, resolvem a questão importando helicópteros. Juntas, elas investiram mais de US$ 300 milhões desde 2009 na compra de 16 aeronaves — entre elas o S-92, da americana Sikorsky — capazes de voar até as plataformas do pré-sal. O problema é que não há profissionais para pilotá-las em quantidade suficiente.

"Em caso de aumento expressivo da demanda, pode não haver pilotos suficientes, devido ao longo prazo de formação", diz Júnia Hermont, diretora superintendente da Líder. "Estamos formando uma nova geração de pilotos agora. Mas, para atender o nível de exigência dos clientes, eles deveriam ter começado há mais tempo", corrobora o chefe de pilotos da BHS, Sérgio Mauro Bomfim Praça.
Além do tempo de formação, o custo da mão de obra é outro entrave. Para comandar o S-92, o piloto terá de gastar cerca de R$ 160 mil em cursos e exames. Uma das tentativas de superar esse gargalo é o projeto de lei 6.716/2009, em tramitação no Congresso. Seu relator, o deputado Rodrigo Loures (PMDB/PR), inseriu uma emenda no projeto que, na prática, permitirá a importação de pilotos, ao estender o tempo de permanência desses profissionais no Brasil para cinco anos. O projeto ainda vai a plenário na Câmara, mas já causa polêmica.
Fonte: O Globo
Por: Danielle Nogueira
Foto: Wagner Damasio, A. E. Helgesen
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